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Racha no MDB esquenta negociações na disputa pelo Governo de Minas

 

As disputas internas do MDB, envolvendo, de um lado, o grupo liderado pelo vice-governador e então presidente da sigla em MG, Antônio Andrade, e do outro os deputados estaduais e federais do partido, esquentaram os bastidores da política mineira e animaram os quatro pré-candidatos ao Palácio da Liberdade, todos na expectativa de contar com o apoio da legenda, que possui o maior tempo de propaganda eleitoral na TV e é um dos partidos mais fortes de Minas, devido ao expressivo número de prefeitos e vereadores estado afora.

Nesta segunda-feira (16/7), o presidente nacional do partido, o senador Romero Jucá, assinou um ofício que destituiu o então presidente Antônio Andrade e nomeou uma comissão provisória, composta apenas por deputados estaduais e federais. Na prática, como revela a colunista Amália Goulart, no jornal Hoje em Dia desta terça-feira (17/7), “os deputados estaduais e federais do MDB irão definir, sozinhos, o destino do partido nestas eleições. Existem dois caminhos colocados: candidatura própria do deputado Adalclever Lopes e aliança com outro partido. O que está em jogo para eles é a sobrevivência das bancadas. Hoje, o MDB tem 13 deputados estaduais e cinco federais”.

Segundo apurou a reportagem do Poder Em Foco, ganha forças dentro do partido a preferência por uma coligação nas eleições de outubro. Os cinco deputados federais trabalham por uma coligação com o PT, já os 13 deputados estaduais estão divididos. Apesar de alguns dizerem em público que defendem a candidatura própria, encabeçada pelo presidente da ALMG, Adalclever Lopes, nos bastidores já é consenso a importância de uma coligação para garantir, no mínimo, a manutenção das 13 cadeiras que possuem na Casa Legislativa, seja ela com o PT, o PSB ou o PSDB. “Apesar de alguns deputados estaduais dizerem, em frente às câmeras e em reuniões abertas, que gostariam de uma candidatura própria do Adalclever, isso é apenas uma deferência ao deputado, e também uma forma de garantir a ele uma possível vaga de senador em uma futura coligação, seja com o PT, o PSB, o DEM ou o PSDB. Todos já concordam acerca da necessidade de uma coligação para garantir as cadeiras legislativas da sigla”, disse um assessor de um deputado estadual à reportagem.

Candidatos a governador cortejam o MDB

Nos últimos dias, os pré-candidatos ao governo estadual fizeram “atos de cortejo” ao MDB. O governador Fernando Pimentel (PT), em entrevista à Folha de São Paulo, no domingo (15/7), disse que “eu não me surpreenderia se o MDB fizesse aliança conosco, apesar desses últimos desentendimentos. O MDB de Minas não é do Temer, são do nosso campo”.

À coluna A Parte, do jornal O Tempo, do último sábado (14/7), um interlocutor da campanha de Marcio Lacerda disse: “Hoje eu te digo que o MDB já considera apoiar o Lacerda. O partido rompeu com o PT, é um inimigo histórico do PSDB e não há clima para que a legenda apoie Rodrigo Pacheco (DEM), depois de ele ser quase expulso de lá”, além de ponderar que as vagas para a disputa ao Senado Federal na chapa de Lacerda está em aberto, e poderia ser usadas como trunfo para ter o MDB.

O PSDB também “joga” com uma das vagas de senador para cortejar o MDB. Isso porque a chapa de Anastasia já tem vice (deputado Marcos Montes – PSD) e uma das vagas ao Senado (Dinis Pinheiro – SDD) definidas. Porém, as chapas proporcionais não são vistas com entusiasmo pelos deputados estaduais e federais do MDB.

Alianças nacionais

A situação nacional do MDB também pode influenciar nos rumos da legenda em Minas. Os emedebistas tentam apoio do Democratas para a chapa de Henrique Meirelles ao Palácio da Planalto. Caso se concretize, as conversas com Rodrigo Pacheco em Minas poderiam ganhar fôlego. Uma possível aliança entre MDB e PSDB, em torno do nome do ex-governador de SP, Geraldo Alckmin, não está descartada. Tal decisão nacional poderia aproximar o MDB da chapa de Anastasia.

Isso sem falar das situações de Márcio Lacerda (PSB) e Rodrigo Pacheco (DEM). O primeiro é sempre cortejado pelo presidenciável Ciro Gomes (PDT) para ser seu vice-presidente. Uma composição entre PDT, PSB e DEM, em nível nacional, pode provocar uma dança das cadeiras nas disputas em Minas Gerais.

 

Clique nos links abaixo para conferir as colunas A PArte (O Tempo) e Amália Goulart (Hoje em Dia) citadas no texto

https://www.otempo.com.br/capa/pol%C3%ADtica/mdb-%C3%A9-alvo-de-cobi%C3%A7a-em-minas-1.2000523

http://hojeemdia.com.br/opini%C3%A3o/colunas/am%C3%A1lia-goulart-1.334768/mdb-p%C3%B5e-passe-na-mesa-e-embaralha-disputa-pelo-governo-de-minas-1.640511

 

 

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